Indústria adere ao reaproveitamento integral de materiais

A reciclagem de materiais e do lixo é uma realidade no nosso cotidiano, ainda mais com a estimativa preocupante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma): em 2030, o lixo mundial deve ter um aumento de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões.

Além da gestão de resíduos e descarte correto de materiais, é preciso que as empresas pensem cada vez mais no ciclo de vida de seus produtos. No caso do plástico, por exemplo, já existem empresas – como ISTO! e PlastPrime – que usam a matéria-prima das caixinhas de embalagem Longa Vida para criação dos seus produtos – que podem virar, por exemplo, uma calçada pública impermeável ou uma quadra esportiva. Esse aproveitamento quase integral é possível por conta de um processo chamado de logística reversa. E empresas de diferentes segmentos (não só de brindes, como costumava ser mais comum) têm adotado a medida.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o procedimento, uma das ferramentas para aplicação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei nº 12.305/2010), é “um instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento em outros ciclos produtivos, ou em outra destinação final ambientalmente adequada”.

Os produtos provenientes da logística reversa têm uma vantagem ecológica importante: a matéria prima é pós-consumo, ou seja, o lixo que foi gerado no mercado volta transformado em produto. Diferente do pré-uso, que aproveita apenas o resíduo gerado na própria fábrica. Conclusão: a empresa economiza na matéria-prima e ajuda a impactar menos o meio ambiente.

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