Lixo: uma enxurrada que se expande dia a dia

A montanha não para de crescer:  teremos um lixo de 4 bilhões de toneladas por ano. Essa é a quantidade de resíduos que o mundo produzirá até 2050, de acordo com previsão da Organização das Nações Unidas (ONU).  Hoje, as sete bilhões de pessoas que vivem no planeta  produzem 1,4 bilhão de toneladas. Há mudanças significativas em curso no mundo  – como o aumento populacional, por exemplo. Mas, a nossa atitude em relação ao que jogamos fora pouco mudou: carregamos as sacolinhas para fora e não refletimos sobre o descarte. Quando muito, reciclamos o lixo e, nem sempre, temos certeza se o destino será correto. Desde que o Plano Nacional de Resíduos Sólidos passou a valer em 2014, mais cidades vêm implantando programas municipais de reciclagem. No entanto, somente 3% de todo o lixo produzido no país é reciclado. Outra situação alarmante é a quantidade de pessoas que não têm acesso ao manejo do lixo: 3,5 bilhões  – os dados são do Guia de Estratégias Nacionais para o Manejo do Lixo: Mudando Desafios e Oportunidades, do Programa  das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).  O documento diz que essa situação gera uma reação econômica e ambiental extremamente prejudicial, com mais pessoas expostas a risco de doenças e contaminação do solo e das águas por conta do descarte inapropriado.

Riqueza gera lixo

Além disso, o desenvolvimento econômico ainda não encontrou um caminho para avançar agredindo menos o meio ambiente, ou, gerando menos lixo. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),  as nações desenvolvidas são as que mais produzem lixo e consomem mais de 60% de todas as matérias-primas industriais. Os norte-americanos lideram o ranking, com 624 mil toneladas de lixo descartadas diariamente.  Muitas vezes, a abundância de espaço e de riqueza gera uma deseducação ambiental, ao invés de mais consciência sobre o que jogamos fora, pois a geração de lixo passa também pelo quanto compramos: roupas, comida, etc. Esses números servem como um alerta para que possamos pensar mais sobre o que jogamos fora, além de exigir que as empresas também sejam responsáveis por essa mudança e comecem a oferecer aos seus clientes produtos sustentáveis, que façam o reaproveitamento de materiais que seriam descartados, por exemplo, e usem processos em que se utilize menos água e recursos naturais.

Lembrando que a reciclagem é também um mercado promissor:  movimenta cerca de R$ 940 bilhões por ano.

 

Fontes: ONU e Senado Federal. 

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