Salsinha e cebolinha: a dupla dinâmica

Talvez sejam as duas ervas mais utilizadas na cozinha brasileira: a salsinha e a cebolinha

dão o toque final em diversos pratos, são ricas em vitaminas, como A e C, e auxiliam na digestão e no apetite.

 

Para tê-las sempre à mão, nada melhor reservar um lugar cativo para as duas na horta. Quem não tem um quintal pode ficar tranquilo: o consultor de jardinagem e professor da Escola Waldorf Turmalina, da Facop (Fundação de Asseio e Conservação do Paraná), Ademar da Silva Brasileiro, o “Mago Jardineiro”, fala que elas podem ser cultivadas tranquilamente em um vaso. “Só precisa ter no mínimo 20 centímetros de profundidade”, indica. Ou seja: dá para aproveitar, inclusive, aquela lata de leite em pó que iria para o lixo.

 

Quem tem horta deve cuidar para não misturar a salsinha e a cebolinha com plantas do mesmo extrato (como o alface). “Nesses casos, elas competem por espaço, luz e nutrientes”, explica Ademar. O ideal é plantar com um espaçamento de 30 centímetros.

 

De maneira geral, a salsinha e a cebolinha preferem climas amenos (são resistentes à geada, inclusive), mas a cebolinha gosta mais de sol. “A salsinha tolera mais a sombra”, diz o consultor, o que a torna ideal para ambientes internos. Em regiões mais quentes, como o Norte e o Nordeste, é prudente protegê-las do sol muito forte (inclusive a cebolinha). O que as ervas não toleram nunca é o excesso de vento. “O melhor é colocar num lugar protegido”, ensina Ademar.

 

Para manter a salsinha e a cebolinha saudáveis, o consultor recomenda manter irrigação frequente (jamais encharcadas, nem secas), e retirar folhas secas, colocando-as novamente no solo, para que virem nutriente. “É bom também cavoucar a terra, para arejar o solo, e podar quando for o caso”, completa.

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